terça-feira, 30 de dezembro de 2014
   Hey, tudo bem? Vamos falar de crimes de guerra do Império Brasileiro? A Editora Alto Astral, responsável por manter as revistas História Ilustrada e História em Foco, lança a TOP 10 (Mitos da História do Brasil, edição 1 - 2014) acusando os heróis imperiais Duque de Caxias e Conde D'Eu por agirem como criminosos de guerra. Com direito a queima de hospitais, degolação e venda de prisioneiros. Vamos conferir o texto "Guerra? Que guerra?" da escritora Maria Carolina Vieira!
    "Crianças e pré-adolescentes. Era isso o que havia para lutar pelo Paraguai nos anos derradeiros do conflito. As mães, desesperadas, acompanhavam as batalhas para tentar salvar seus filhos. E ledo engano se você pensa que esse fato amenizava a ação da artilharia. Na Batalha de Acosta Nu, por exemplo, dois mil paraguaios morreram, em sua maioria crianças, contra 26 brasileiros. Os adultos que sobraram do lado de lá lutavam usando tijolos e pedras como armas. Mulheres desarmadas que acompanhavam os soldados e ajudavam na retirada dos feridos também acabavam levando chumbo. Até a população civil sofria abusos, saques, violências e prisões em massa".
   "Outra prática sangrenta dos Aliados eram os crimes de guerra contra seus prisioneiros. Não era raro eles acabarem sendo degolados. Muitas vezes, eram incorporados à força no exército brasileiro, que fazia-os lutar contra sua própria pátria. Sem contar as vendas de prisioneiros como escravos, comércio que se tornou lucrativo. É incrível imaginar que a figura de Duque de Caxias, comandante supremo do exército na maior parte do conflito, não seja associado às atrocidades".   
    "Com vocês, nosso sádico: Luis Felipe Maria Fernando Gastão de Orléans, ou Conde D'Eu, chegou a príncipe e herdeiro do trono do império brasileiro pelo casamento com a Princesa Isabel. E uma de suas maiores atuações enquanto em território nacional foi no papel de comandante supremo do exército na Guerra do Paraguai. Sua lua-de-mel na Europa, em 1864, foi interrompida às pressas por conta de uma carta: que voltasse imediatamente, pois o Brasil estava em guerra. Depois de observar ao conflito a distância, a chance de brilhar chegou em 1869, quando Duque de Caxias demitiu-se do posto de comandante. A partir daí, Conde D'Eu foi o responsável pela fase mais bárbara da guerra. Na luta pela posse de pontos estratégicos, o genro do imperador não queria ver sobreviventes. Em uma ocasião em agosto de 1869, mandou bloquear as saídas e incendiar o hospital da cidade de Peribebuy, matando todos os que estavam dentro - inclusive enfermos, mulheres e crianças. Para acabar logo com a guerra, a ordem era clara: matar indistintamente".
    "Bisavôs da guerra química: Mosquetes, pistolas, lanças e baionetas. O arsenal bélico da Guerra do Paraguai era imenso, mas ninguém contava com a presença de primórdios das armas químicas. Em uma carta do Duque de Caxias ao imperador D. Pedro II (mantida no museu de Mitre, na Argentina), há a sugestão de que cadáveres infectados com cólera eram jogados de propósito em rios que abasteciam os inimigos. Pegou tão mal que os militares brasileiros negam a acusação até hoje". 
       Assim encerram-se as acusações dos crimes, cobertos com purpurina dourada e imperial. 


   Bibliografia: Revista TOP 10 (Mitos da história do Brasil), edição 1 - dezembro 2014, páginas 34 e 35
Maldita Guerra, de Francisco Fernando Doratioto. Editora Cia das Letras
http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Campo_Grande
   Filmografia: Guerra do Brasil - toda a verdade sobre a Guerra do Paraguai, documentário de 1987

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